Existe uma ferida emocional que aparece muito em leituras amorosas… essa é a ferida do abandono e aparece especialmente quando a consulente relata um padrão que se repete independentemente de quem é a pessoa do outro lado.
O parceiro some, esfria, vai embora ou simplesmente nunca está de verdade, mesmo quando está presente… isso faz com que gere gatilhos, medo, insegurança e também faz a mulher pensar que não merece ninguém e que está fazendo algo de errado, faz com que ela se afasta, gerando então a ferida de abandono.
Compreender o que ela é, como ela se formou e de que forma ela opera nos seus relacionamentos é um dos passos mais transformadores que uma mulher pode dar na sua jornada de autoconhecimento.
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Como a ferida de abandono se forma
A ferida de abandono se forma cedo, geralmente na infância ou na adolescência, a partir de experiências em que a criança sentiu que as pessoas das quais dependia emocionalmente não estavam disponíveis, partiram sem explicação satisfatória ou foram inconsistentes na forma de amar.
Não precisa ter sido um abandono físico explícito, como um pai que foi embora de casa. Pode ter sido um pai presente fisicamente mas ausente emocionalmente, uma mãe sobrecarregada que não conseguia dar atenção afetiva consistente, ou qualquer situação em que a criança aprendeu que as pessoas que ama podem deixar de estar disponíveis de repente.
Essa experiência cria uma crença central no campo subconsciente: “então, as pessoas que eu amo acabam me abandonando”.
E essa crença, instalada tão cedo, passa a operar como um filtro que colore toda a vida amorosa adulta.
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Como ela se manifesta nos relacionamentos adultos
A ferida de abandono opera de formas muito variadas e muitas vezes contraditórias.
Em algumas mulheres, ela aparece como hiperdependência: a necessidade constante de confirmação de que a outra pessoa está ali, de mensagens frequentes, de presença física intensa. Em outras, ela aparece de forma oposta, como um afastamento preventivo. Antes de ser abandonada, a mulher se afasta primeiro, sabota a relação ou escolhe pessoas emocionalmente indisponíveis para não correr o risco de se apegar de verdade e ser deixada depois.
Em ambos os casos, o resultado é o mesmo: a ferida cria exatamente a situação que mais teme.
A mulher hiperdependente afasta o parceiro com a intensidade do apego. A mulher que se afasta preventivamente confirma para si mesma que o amor nunca dura.
O baralho Lenormand, quando consultado sobre relacionamentos com esse padrão, pode trazer a energia da carta da Cruz ao lado do Coração, indicando um peso emocional que está interferindo diretamente no campo amoroso presente.
Se você já percebeu que tende a se afastar ou a se agarrar em momentos de intimidade, reconhecer os erros que afastam o amor verdadeiro pode iluminar muito do que está acontecendo no seu campo amoroso agora.
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O que fazer quando você se reconhece com essa ferida
O primeiro passo é exatamente o que você está fazendo agora: nomear.
Quando você consegue identificar que o que sente nos relacionamentos tem uma origem anterior ao relacionamento atual, você para de culpar apenas as pessoas presentes e começa a enxergar o padrão com muito mais compaixão e clareza.
O segundo passo é desenvolver uma relação mais sólida consigo mesma, construindo uma base interna que não dependa exclusivamente da presença do outro para se sentir segura e inteira.
Isso não acontece da noite para o dia, e quase sempre é um trabalho que se beneficia do acompanhamento de um profissional de saúde mental.
A espiritualidade caminha muito bem ao lado da psicologia nesse processo. Enquanto a terapia trabalha as raízes cognitivas e emocionais da ferida, as práticas espirituais trabalham o campo energético e ajudam a criar novos padrões de presença e de confiança no amor. Os dois caminhos juntos se complementam de forma poderosa.
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Que os ventos te tragam sempre boas energias, clareza e muito axé em sua caminhada!
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